domingo, 6 de dezembro de 2015

Caudectomia: entenda por que o procedimento é proibido por lei


Caudectomia é o corte da cauda dos animais domésticos. Em cães de guarda e defesa como dobermans, buldogues e pugilistas, o corte das orelhas e da cauda eram muito comuns, pois eliminava um ponto vulnerável se um outro animal os atacasse. No entanto, a prática se espalhou para outras raças de cães e gatos por razões puramente estéticas.
Do ponto de vista veterinário, a aparência do cão, unicamente para agradar ao dono, não justifica o enorme sofrimento que é submetido o animal que passa pela operação. Inclusive, médicos-veterinários são proibidos por lei de fazer a caudectomia. A Resolução Nº 1.027, de 10 de maio de 2013, regulamenta em seu parágrafo único:
“São considerados procedimentos proibidos na prática médico-veterinária: caudectomia, conchectomia e cordectomia em cães e onicectomia em felinos.”
Nos últimos anos, vários veterinários se negaram a realizar essas operações e tentam convencer os proprietários a abandonarem essa ideia. Os motivos são os seguintes:

1 – Não são cortes, mas sim amputações

A Caudectomia é um evento traumático, pois além da retirada da cauda afeta os nervos, vasos sanguíneos e outros tecidos além de cortar a pele.

2 – A cauda é a continuação da espinha vertebral

A cauda consiste nas chamadas vértebras caudais, acompanhadas de outros tecidos. Ela é um elemento importante na manutenção do equilíbrio do cão. Para se movimentar corretamente o animal precisa fazer movimentos com a cauda.

3 – A cauda e orelhas são vitais para a comunicação do cão

Além da comunicação oral (latir, rosnar ou chorar), o cão envia mensagens para outros cães num nível físico. A posição das orelhas e o movimento da cauda possuem um papel importante na comunicação e na socialização com outros animais.

4 – Possui fins apenas estéticos

Com exceção de casos muito específicos em que a saúde do animal de estimação é afetada, como na remoção de um tumor ou lesões que afetem estas áreas, as amputações são proibidas por lei.

5 – É extremamente dolorosa e traumática para o animal

Embora a amputação da cauda seja realizada durante os primeiros cinco dias de idade, quando os nervos e tecidos são menos susceptíveis, o animal sente muita dor. Os veterinários normalmente aplicam um anestésico local, mas sabe-se que os criadores não usam nenhum tipo de anestésico causando um enorme trauma aos animais.
A amputação é um processo caracterizado por sangramento intenso e muito desconfortável para o animal de estimação após a cirurgia.

6 – O manuseio pós-operatório pode causar a morte do cão

A caudectomia pode deixar feridas abertas que podem causar infecções além de atingir e comprometer a coluna vertebral. Em casos graves, o cão pode sofrer de sepse (infecção generalizada) e morrer.

7 – Prejudica o desenvolvimento e comportamento normal 

Além da amputação de orelhas e cauda, ​​alguns donos de cães pedem ao veterinário para remover as cordas dos cães que latem muito, o que causa muitos traumas ao animal. Nos gatos, a amputação da cauda, além de gerar infecções, leva a deformação das pernas do animal.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Como cuidar de filhotes recém-nascidos



Ao adotar um filhote é necessário se precaver e tomar certos cuidados para que o crescimento do animal seja saudável. Além de todo o carinho e diversão, é preciso estar atento para evitar problemas.
Um dos principais quesitos é a alimentação. Mudanças bruscas podem provocar problemas no estômago e diarreia, o ideal é manter a mesma ração até que seu pet esteja mais forte. Lembre-se: o filhote deve ter dois potinhos à disposição, sendo um para a comida e outro para a água, sempre de acordo com o tamanho do animal.
É importante salientar que não é recomendado separar o filhote da mãe antes de ele completar dois meses de vida. Este período é importante para a adaptação do animal ao ambiente ao seu redor e para a sua fortificação, pois o leite da cadela será o principal alimento durante este estágio inicial. Por isso também cabe afirmar que o leite de vaca não deve ser oferecido para os filhotes já que eles terão dificuldade para digerir, o que causará problemas no intestino.
Os filhotes devem sempre ingerir alimentos três vezes ao dia. Em casos de rejeição à comida ou dificuldade de mastigação é recomendável misturar a ração com um pouco de água morna para deixá-la mais pastosa. Procure sempre oferecer também a ração seca, do contrário o filhote pode “viciar” no alimento mais fácil de ser engolido, o que pode trazer complicações futuras na formação dentária do animal.
Após a alimentação, sempre chega a hora de o bichinho urinar e defecar. Busque um espaço específico longe do local de alimentação. Fique atento aos sinais que o cãozinho possa demonstrar como inquietação e caso ele fique farejando de modo constante. No caso dos gatos basta colocar a caixa de areia onde ele possa enxergar e alcançar, então verifique se ele consegue utilizar ou encontra dificuldades. Cães e gatos costumam defecar logo após as refeições ou quando acordam.

E na hora do sono procure sempre disponibilizar um espaço quentinho para que o filhote possa dormir e se sentir aconchegado. Desta forma, ele conseguirá dormir de forma mais tranquila e não sentirá agitação. Seguindo estas dicas você e seu pet poderão se conhecer e se curtir cada vez mais.

Confira os vegetais que seu cão pode comer


Oferecer diferentes vegetais para os cachorros pode ser a saída para alguns problemas como por exemplo, a prisão de ventre. Fique por dentro das propriedades de alguns vegetais e sua função no organismo. Alem de serem nutritivos, os vegetais são saborosos e fazem bem a saúde dos cães. A quantidade de vegetais que seu cachorro pode comer vai depender do tamanho dele, o ideal é levá-lo ao veterinário para se definir a quantidade certa diária para a alimentação.
Alface
Dar alface para os cães ajuda a combater a prisão de ventre. Os cachorros que têm problemas digestivos vão adorar comer algumas folhas. A alface quase não tem calorias e faz uma verdadeira limpeza no intestino, pois é rico em fibras. Você pode dar alface para seu cão misturado à ração, picada crua ou como petisco entre as refeições. O alface tem vitaminas A, C, E e K, alem de possuir minerais com zinco e ferro. Esse é o motivo de os cachorros comerem grama, ele precisam de fibras para combater algum desconforto gástrico, mas evite que seu cão coma grama em local público, pois pode estar contaminada com vermes e agrotóxicos.
Beterraba
É fonte de ferro, um mineral que combate a anemia. Nos cachorros com alguma intolerância a ração, a beterraba entra no complemento da dieta dos animais. Também possui muitas fibras, logo contribui para o bom funcionamento do intestino. É normal se você observar uma alteração na coloração das fezes do cachorro por conta da ingestão de beterraba.
Cenoura
Fonte de vitamina A, C e K, a cenoura é capaz de oferecer conforto aos filhotes que estão na fase de formação dos dentes, pois mastigar a cenoura crua alivia o incomodo. Alem de deliciosa, a cenoura possui nutrientes que vão estimular o sistema imunológico. Seu cachorro vai adorar comer pedaços de cenoura crua como petisco.
Couve
Dentre tantos benefícios, a couve ajuda a proteger o cachorro de anemia. A couve também pode ajudar os cachorros que estão acima do peso, pois ela contém fibras que em contato com a água vira uma espécie de gel, aumentando a sensação de saciedade e dificultando a absorção de gorduras. Mas não exagere na quantidade, pois em excesso ela pode causar flatulência. Outra boa notícia sobre a couve é que ela protege os ossos e a formação dos dentes, pois é rica em cálcio.
Vagem
Com baixo teor calórico e fonte de vitamina C, a vagem pode contribuir no controle do colesterol e ser capaz de reduzir as taxas de açúcar no sangue, indicados para os cachorros diabéticos. É indicado servir o alimento cozido e não muito quente para não queimar a boca do cão, podendo substituir os snacks durante as refeições.
Abóbora
Muito saborosa e rica em vitamina A, a abóbora vai proteger os olhos e a
pele do seu cachorro. Tem o poder de prevenir algumas doenças e ajudar na absorção do ferro e proteínas no organismo. Pode ser oferecida ao seu cão cozida na água ou vapor, cortada em cubos. Mas em qualquer caso, pergunte ao seu veterinário qual verdura é recomendada ao seu cachorro.



Será que os cães são mesmo carnívoros?




Os cães são classificados como carnívoros, assim como os lobos e tigres, caracterizados pela necessidade de comer grandes quantidades de nutrientes de origem animal como vísceras, carne e ovos. Isto está intimamente associado às várias características comportamentais, anatômicas e fisiológicas herdadas dos seus ancestrais como:

·         Glândulas odoríferas – importante na comunicação social e hierarquia dentro da matilha;
·         Comunicação corporal – os cães têm um sofisticado sistema de linguagem corporal como, por exemplo: orelhas de pé que é um sinal de alerta e posicionamento do rabo entre as pernas que pode indicar medo;
·         Pernas traseiras semi-rígidas – característica de caçador, pois necessitam de arranque e flexibilidade;
·         Audição apurada – mais uma característica de caçador, pois necessita de uma audição apurada tanto para perceber a presença da presa, quanto para localizar aproximação de predadores maiores;
·         Dentição – os dentes dos cães são totalmente adaptados para capturar, segurar e rasgar a presa;
·         Pés compactos – almofadas nas patas (coxins), dedos agrupados e garras expostas são também outras características de caçadores;
·         Olhos frontais – para melhor focalização da presa. Observe que herbívoros (normalmente presa dos carnívoros) têm olhos mais laterais quando comparados como os carnívoros, pois aqueles necessitam ter uma visão melhor do ambiente para não serem atacados;
·         Preferência por proteínas animais – certamente os alimentos com maiores quantidades de proteína animal são muito mais atrativos;

Portanto, não resta dúvida de que os cães preservam a grande maioria das características dos seus ancestrais carnívoros caçadores.

Por que seu cão come suas próprias fezes?


É normal o cachorro comer fezes?

Conhecido como coprofagia, este comportamento é muito frequente entre os cães. Comer fezes pode estar ligado a vários fatores: saúde, distúrbios emocionais, proteção, entre outros.
Esse comportamento é mais natural entre as cadelas, quando elas costumam ingerir as fezes do seu filhote para que os mesmos fiquem sempre limpinhos e, ao verem a mãe comendo suas fezes, os filhotes também podem acabar desenvolvendo este comportamento, mas conforme eles vão crescendo este comportamento pode sumir, ou não.
O problema é quando o cão adulto não larga este hábito e passa a comer, além das suas fezes, as fezes de outros cachorros também. Daí, a procura por um especialista é fundamental.
Os fatores psicológicos, como ansiedade, medo e estresse, e os fatores de saúde, como hiperatividade, déficit de atenção (sim, isso acontece com os cachorros também), problemas nutricionais e disfunções metabólicas, podem ser a causa deste comportamento.

O que o dono não pode fazer

Brigar. Alguns donos acabam ficando bravo com este tipo de comportamento e descontando nos cães. Essa atitude é muito negativa, pois seu cão vai associar as fezes como algo condenável e vai passar a comer mais ainda para esconder as provas do crime.
Outra possível razão para que os cães desenvolvam a coprofagia é o instinto protetor. Quando outro cão está doente, ou ele mesmo, o cão acaba comendo as fezes para que a matilha seja protegida e até mesmo o próprio cão doente.
Quando o cão sofre de fome, quando o cão é maltratado, mora na rua ou até mesmo vive em meio a dietas absurdas (no caso de cães obesos), ele sentirá muita vontade de comer, o que poderá ser passível de desenvolver a coprofagia.
Quais doenças são comuns em cães que desenvolvem a coprofagia?
Observe seu cão, se a coprofagia aparecer de repente é um sinal de que algo está errado. O aumento do apetite pode estar relacionado a distúrbios metabólicos que impedem o seu pet de absorver vitaminas e minerais necessários para uma boa saúde.
Além dos distúrbios, doenças como verminoses, pancreatites e problemas na produção de enzimas digestivas são as principais doenças que podem levar seu cão a desenvolver a coprofagia.
Busque uma orientação, investigação e exame médico completo. Leve-o para passear todos os dias, isso fará com que ele faça suas necessidades em locais apropriados. Faça carinho e mostre que essa é a escolha certa.

Se a atenção dele estiver voltada às fezes, procure chamar atenção do seu cachorro. Brinque, jogue bolinha e dê petisco. Faça tudo para desviar a atenção do pet.